segunda-feira, 25 de março de 2013


Segunda atribulada,
Noite mal dormida,
Chego no trabalho e escuto de longe “Oh Caoínaaa!”
Ouço de novo: - “Oh Caoínaa!”
Aproximo - com os olhos brilhando já.
- Seu nome é Caoína, né? – ele diz, de forma esquisita, mas dá para se entender.
- É isso mesmo! Bom dia R*! – Eu respondo.

Pronto. Valeu a pena.
Valeu a pena gravar Roberto Carlos pra você e colocar várias vezes para que possa cantar, e cantar com você, te levar na praça, na sorveteria, pedir para você vestir roupa mil vezes e explicar o motivo duas mil, dizer que não pode colocar o pão dentro da calça, sentar ao seu lado e dizer que não, que não vou te amarrar na cama!
Pronto. Valeu. - Ele sabe o meu nome! =)


sábado, 23 de março de 2013



Não mesmo!
Não gosto de sair aos sábados.
E cada sábado que passa tenho mais certeza,
Não gosto das ruas cheias, dos carros com som alto,
Do excesso de felicidade passageira.

Gosto da casa com ausência de sons,
Do estômago faminto,
Do banho sem pressa...
Pés frios no chão.
Gosto de ter tempo para um coração apertado.

segunda-feira, 18 de março de 2013





Meu coração, até então em inércia,
deu sobressaltos graúdos – maiores do que realmente poderia,
meus olhos não olharam mais para outro lado,
mas aí vem o silêncio,
junto com a ausência.
Quer maldade maior que aparecer para desaparecer?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013


Hoje eu queria te falar da minha dor,
das palavras que rasgam,
dos pré-conceitos concebidos – criados erroneamente, e pior, certamente divulgado.
Dói. Eu queria te contar e ter, hoje, seu colo para chorar.
Acontece que estou a aprender a ser só,
e viver com o vazio ao lado, camará, não é tarefa fácil.
Mas eu sou forte.
Eu me garanto.
Eu, eu sei de mim.
Mas ahhh camará, essa noite eu queria ter seu colo para me embalar.

domingo, 27 de janeiro de 2013




Respingo. Às vezes entorno.
Seco por momentos e cambaleio à desistir.
Encho-me de novo, para logo chover outra vez.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012





Rasgo. Arranho. Berro.
Não me sento e espero.
Caço.
E me desfaço.
Voraz, contida e intensa.
Sem arremato.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012




Meus olhos brilham diante dos seus.
Não preciso dizer nada.
Pena que és covarde,
E assim me perde de vez.