sábado, 9 de setembro de 2017

Querida, Sônia, te escrevo para apaziguar um pouco da saudade que to sentindo.
Hoje é sábado, a casa está vazia, as ruas paradas, daqui a pouco as pessoas saem e vão ser felizes de mentira, felizes para o outro ver, para tirar foto e colocar na internet. A verdade é que a cerveja gelada acaba rápido. As baratas saem todas do esgoto nos sábados.
Sábado pra mim é dia de solidão. De saudade. É o dia da semana onde eu mais ardo, onde meu coração desfalece.... eu mato um leão pra dar conta do sábado.
Cheguei a pensar em tomar umas 30 gotinhas de clonazepam para dormir e ele passar mais rápido. Mas eu não posso dopar a minha solidão. O meu desespero. A minha dor. Eu preciso sentir.
O que me conforta é que amanhã é domingo, e minha querida, ele me parece tão longe.
Mas domingo tem afago, tem calma, tem tempo para um coração que dói.
A gente nunca comeu aquele pastel com caldo de cana na feirinha, não é? Como eu me arrependo disso. Queria ter aproveitado mais o tempo com você, apesar que todos eles que tivemos foram tão intensos, tão fortes, tão felizes.
Eu me reconheço em você minha amiga, no seu abandono, na sua dor. Eu me fortaleço em você. E sei que o fortalecer é recíproco.
Obrigada por, mesmo que ligeiro, ter feito parte da minha vida .

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O correr da vida mistura mesmo tudo.
A estranheza das atitudes, a tentativa do caber no corpo e na vida.
A falta de ar,
A tomada de fôlego.
O desacreditar no ser humano...
O tentar seguir em frente mesmo assim, porque a gente persiste.
Braçada atrás de braçada,
Passo a passo,
A gente persiste.