Falta um dia para irmos embora, e esse sonho — essa experiência de viver outra cidade e viver de fazer teatro, apenas isso e nada mais — se vai.
Minha última turnê dessa forma aconteceu há exatos dez anos.
Por favor, universo, não demore tanto de novo para me mandar seguir com o teatro assim de novo.
Escuto Bad Bunny e sigo chorona…
Por vezes, parece que nunca saí dali, detrás do palco, de dentro dele, como se a vida aqui fora fosse mera desculpa para estar ali: plena, vermelha, jorrando poses, olhares ensaiados e falando da finitude da vida em um looping eterno.
Ahhhh, ser gente e teatro se misturam dentro de mim.
“Me ensinaste a querer, me ensinaste a bailar”, caro teatro.
Já não existe mais eu sem você…
Não quero ir embora com medo de te perder,
com medo de me perder.
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