Amizades curam traumas
Era só mais um sábado de apresentação. Calor, CCBB do Rio de Janeiro lotado, público animado. A peça correu bem, a plateia respondeu, e eu já estava naquele automático do pós-espetáculo: agradecer, sorrir, respirar, ir embora.
Mas o que eu não esperava ainda estava por vir: ver na plateia, com figurino combinando com a paleta de cores do espetáculo, Bárbara, Camila, Luíza e Leonardo — mais que amigos — que vieram direto de Belo Horizonte para reassistir ao meu espetáculo na cidade praiana.
O Rio de Janeiro, em questão de três segundos mágicos, com direito a brilhos, virou SIM a Cidade Maravilhosa, e meus olhos choravam ininterruptamente; as lágrimas fizeram carnaval sob meu rosto e pulavam, destrambelhadas, uma após a outra, ali no palco, durante aqueles agradecimentos pós-peça.
Merecia eu tamanho presente?
Eu não sei do meu merecimento, mas sei do tamanho do bálsamo e do presente incrível que ganhei ali, naquela noite quente do dia dezessete de janeiro do novo dois mil e vinte e seis.
Vocês me deram o presente mais bonito que eu já ganhei em toda a minha vida de gente.