terça-feira, 27 de janeiro de 2026

 

ainda no Rio de Janeiro, faltam mais de dez dias para eu voltar para a casa,

é tipo uma grande viagem ainda,

mas não tô animada ou feliz, apenas estou

quero muito voltar para a casa pela saudade e não quero que chegue pela volta do SUS

tenho me jogado aos acasos, a poesia, a arte, ora ou outra no mar,

mas tô me jogando também no silêncio, no descanso, no nada, no marasmo.

tem sido importante.

sábado passado meu eu doeu forte, com várias perguntas sobre o caminho artístico, se haverá chegada em algum lugar, vários serás

nesse dia Gregório Duvivier por um convite meu foi ver o espetáculo, foi um presente ele e Giovanna na platéia validando nosso trabalho, me deu uma força grande para seguir...

tudo que nós tem é nós.


sábado, 24 de janeiro de 2026

 a escrita é uma doce tentativa de organizar meus pensamentos e sentimentos,

as vezes dá certo, noutras parece embaralhar ainda mais

olho pelas ruelas do centro antigo do Rio de Janeiro e vejo rastros de carnaval

respiro fundo e sonho longe,

no passado talvez,

ou no futuro?

 nessa semana me bateu um pouco a solidão e o cansaço

já não tô com força e garra de chamar todo mundo para ir ao teatro,

já não almejo tanto chegar em lugares novos,

cansei de correr..

de tentar,

de agarrar e arranhar.

não vou fazer força por alguém que só quer falar comigo ali no de quando em vez,

não vou

queria um cheiro nos meus gatos e mais nada.

sangro e busco esconderijo e silêncio.

acho que a ficha não caiu bem ainda que estou fora de casa,

ao mesmo tempo que me delicio com esse quarto novo com cabeceira na cama que posso segurar e me sentir acolhida.

o silêncio desse bairro no Rio de Janeiro é poesia.

a chuva começou a dar tregua...

logo ali é carnaval

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

 

Amizades curam traumas

Era só mais um sábado de apresentação. Calor, CCBB do Rio de Janeiro lotado, público animado. A peça correu bem, a plateia respondeu, e eu já estava naquele automático do pós-espetáculo: agradecer, sorrir, respirar, ir embora.

Mas o que eu não esperava ainda estava por vir: ver na plateia, com figurino combinando com a paleta de cores do espetáculo, Bárbara, Camila, Luíza e Leonardo — mais que amigos — que vieram direto de Belo Horizonte para reassistir ao meu espetáculo na cidade praiana.

O Rio de Janeiro, em questão de três segundos mágicos, com direito a brilhos, virou SIM a Cidade Maravilhosa, e meus olhos choravam ininterruptamente; as lágrimas fizeram carnaval sob meu rosto e pulavam, destrambelhadas, uma após a outra, ali no palco, durante aqueles agradecimentos pós-peça.

Merecia eu tamanho presente?

Eu não sei do meu merecimento, mas sei do tamanho do bálsamo e do presente incrível que ganhei ali, naquela noite quente do dia dezessete de janeiro do novo dois mil e vinte e seis.
Vocês me deram o presente mais bonito que eu já ganhei em toda a minha vida de gente.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

a praia

a mistura de sol, areia, água e alegria numa segunda-feira útil me dá esperança.

a sensação do sol ficou guardandinha no meu corpo agora a noite , sinto um calorzinho bom que me lembra a felicidade.

 O ano virou e num espirro já estou no Rio de Janeiro.

o misto de sensação de estar fora de casa E fazendo teatro é enorme!

a terapia é sagrada, me faz eu não me perder de mim, me defender, não gastar tempo com o que é do outro e virar meus olhos e sentidos para a poesia ,

não que eu não sofra, mas sei lá, o gasto energético a essa altura do campeonato é menor.

logo cedo ouvi um barulho na rua e fui entender :

"olha o vassourandoooooo"ele gritava enquanto carregava vassouras e objetos de limpeza para vender

"aeeeeeeeee! vasssaouuuuuuuuu" crianças respondiam inquietas e uma grande festa se formava na minha rua sem saída no bairro Lagoa.



segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

 

eu não sei se é o cansaço extremo ou o final de vinte e uma apresentações em temporada em um grande teatro em Belo Horizonte que estão me deixando assim : comovida feito o diabo